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PENSAMIENTOS INCOERENTES

Hay veces que tu cuerpo te traiciona. Te dá los desafios más grandes y absurdos que jamás creías te lo ibas a pasar. Y sigue por años, a veces para siempre, enseñándote que tú no mandas en él por más que creas tener el control.

¡Es TU cuerpo! El que naciste y creciste, y en el que ya vives por años y que crees conocerlo mejor que nadie.

¡Cuánto te equivocas!

Tu cuerpo es un mundo propio en que lleva un cerebro en el topo que te hace creer ser el dueño de todo. ¡No eres el dueño ni de tu cerebro! A veces creo que este, con tus otros órganos, y la piel, y la sangre, y las venas y arterias, y nervios, se van de marcha, a tomarse unas copas, solo para poder hablar de ti. Se ríen de nosotros tomándonos el pelo.

Pero insistimos en querer dominarlo. Muchas veces, él se lo deja. Nos dá un poquito de control para que podamos descansar y nos enorgullecer de lo que hacemos por nosotros mismos.

Y hacemos deportes, mucho o moderadamente. Comemos lo que debemos para estarmos sanos, saludables. Unas veces nos escapamos a las reglas… Bueno, hay que tener unos pequeños placeres, ¿no?

Hasta que todo se cae… Como un castillo de cartas, te caes. La caída puede ser grande o pequeña, no importa, es tu caída. Puedes caer por una pierna rota, o por un AVC. Un mal de tripas o un cáncer. Y te lo puedes llevar de muchas maneras. Con gracia, con inmadurez, con fuerzas, con pánico. Puedes ignorar hasta el punto en que no haya nada más que hacer. Puedes acabar con todo antes que lo acabe contigo.

Pero siempre crees que vas a tener algún control. ¡Qué tontito! Recuerda que ni tu cerebro lo controlas, ¿no? Él te tira los pensamientos como al aire, se los controla, se los crea. Y tú te peleas con ellos todo el tiempo: ¡Voy a ser fuerte! ¡No aguento más! ¡Soy un guerrero, valiente! ¡Me faltan fuerzas!

Y así vas como un pelotilla de ping-pong, de una lado al otro, de un lado al otro, una y otra vez.

Entonces llegas a un momento en que empiezas a intentar escuchar a lo que tu cuerpo te dice, te enseña. Es como hacer las paces con el enemigo que ni sabías que tenías. Y todo se hace más calmo, parece que hay un trabajo en grupo en el que tú, finalmente, tienes voz.

Pero no te iludas. Tienes voz mientras él deja que tengas. 

Y es entonces que tú empiezas a ser. Sí, eso, ser, existir, estar, vivir. Cuando entiendes que hay cosas que no tienes control y está bien. Cuando sabes que lo que importa es ahora, hoy, y está bien. Cuando tus sueños se hacen más simples, más personales, menos a lo grande, y está bien. 

No tengo ni idea de lo que mi cuerpo me va a traer en el futuro. Vivo con las cicatrizes, muchas, literales, físicas, y también las psicológicas de todo lo que mi cuerpo me hizo pasar. Cada una de ellas cuenta una historia. En algunas hay música. Otras, no me gusta verlas. Unas no me recuerdo, otras todavía pican mismo después de tantos años. Otras me duelen, algunas ni hay sensación. ¡Algunas son llenas de colores!

Pero cada día es un día, y hoy, con dolor o no, rascándome la piel o teniendo sensaciones “fantasmas”, yo escojo sonreír. Como casi todos los días de mi vida. 

Pero, ¡ojo! Jamás dejo mis lágrimas presas, ni en días buenos o malos, lágrimas de emoción o de miedo. Ellas son cómo el agua que me limpia los dolores y malos recuerdos por dentro. Y tienen que salir de dentro de mí, pues si no salen, más mal me voy, yo misma, a hacer y nunca conseguir reunirme en aquél bar a tomarme unas copas con mis órganos, sangre, piel, y pensamientos. Incoerentes, pero míos.

¡Todavía soy mi color en el medio de la tormenta!

UMA VERDADEIRA FLORESTA

Coisas que passei a fazer na quarentena que não estava fazendo (além de cozinhar, arrumar, lavar, organizar, etc.) foi catar feijão e cuidar das plantas.

Sobre catar feijão, fica para um próximo post!

Bom, temos uma varanda grande que tinha virado um jardim. Neusa que cuidava, e ela mesma sabia que já precisava de uma “limpeza” nos vasos. Mas veio a pandemia e preferimos que ela ficasse em quarentena em casa já que aqui somos grupo de risco e ela também é!

Enfim, com a ajuda da cuidadora do papai, fizemos essa geral na varanda. Replantamos várias plantas, “descarregamos” vasos onde as plantas estavam já sufocadas. Nos desfizemos de umas mudas. Plantamos novos vasos.

E não é que meu dedo verde voltou?

Desde minha pós-químio eu não tratava de plantas. Agora, por necessidade, tive que cuidar delas se não virava uma floresta ou morreriam todas.

As orquídeas todas replantadas estão florindo! As suculentas mais fortes! Meu vaso de copo de leite virou dois e estão dando vários brotinhos!

Mas o mais divertido de tudo é ver brotar os girassóis e outras semente que jogamos em  alguns vasos quando trocamos a comida do Quitu, nosso periquitinho.

E por ótimas lembranças da minha adolescência (@flaviaguayer), decidi ir jogando umas sementes de tangerina/mexerica Pocã no vaso da árvore da felicidade – que por sinal está enorme, ou seja, felicidade não nos faltará!

E nada de brotar. Meses e meses, e nada.

Aí quando afofei terra, renovei os vasos, deixei as velhas sementes onde estavam.

Bom, agora sou quase uma nano-produtora de tangerina/mexericas: tenho 16 mudinhas em um vaso e mais duas junto com a novíssima espada de São Jorge que tenho no quarto.

E aí está minha floresta de tangerina/mexericas, ansiosa para que cresçam um tico mais para que possam ser replantadas para seus próprios vasos! 

Agora tem sementes de tangerina/mexerica Rio. Difíceis de descascar mas muito mais suculentas!

Se preparem! Daqui a pouco planto macieiras e daí já pulo para as jaqueiras! Ahá!

Agora tem sementes de tangerina/mexerica Rio. Difíceis de descascar mas muito mais suculentas!

INSTAURAÇÃO DO FEMINICÍDIO NO BRASIL EM PLENO 2017

Não quero entrar em detalhes em ser contra ou a favor do aborto em situações normais, sem risco, etc., pois este não é o ponto já que não busco a opinião alheia como tão pouco pretendo dar a minha. Em 1940 entrou no Código Penal a autorização do aborto em casos de estupro e risco para a vida da mãe. Em 2017…

Pois é, agora em 2017, ontem mesmo, o país está prestes a dar um dos maiores passos de retrocesso social e de saúde pública, além de científico, já que estão votando a proibição TOTAL do aborto: COMISSÃO DA CÂMARA APROVA REGRAS MAIS DURAS PARA ABORTO NO PAÍS.

Quando digo TOTAL, quer dizer isso mesmo: em qualquer situação física ou emocional da mulher.

O bebê corre risco de morrer? Então que morra dentro da barriga da mãe e ela que aguente até que entre em trabalho de parto para expelir o cadáver ou que sofra uma infecção generalizada em que sua vida, a da mãe, entra em sério risco de morte. Então que morra.

O bebê tem tipagem sanguínea discordante com a da mãe e AMBOS podem morrer? Não será permitido o aborto para salvar a vida da mãe, então que morram os dois.

A parturiente está grávida por causa de um estupro? Pois que carregue o bebê até que nasça e aí ela pode dar em adoção e passar mais um trauma, além do estupro, e ainda correndo sérios riscos de depressão ou pior: que morra.

É uma criança de 9, 10, 11 anos que foi abusada por um irmão, tio, estranho ou até mesmo seu próprio pai? Que siga em frente com a gravidez, e que, além do risco de nascer um bebê aberração e do trauma do estupro, existem dos perigos de uma gravidez a uma criança tão jovem, com o corpo provavelmente tão pequeno para carregar e, principalmente, dar a luz a um bebê. Então que morra.

Até entendo a proibição que já tínhamos no país de aborto por livre escolha, e não entro no mérito de se eu estava de acordo com isso ou não. Mas proibir o aborto em casos de traumas físicos e/ou mentais e de risco de morte para a mãe, é simplesmente promover o feminicídio. E assim incentivar a volta de proliferação de clínicas ilegais, de abortos feitos em desespero com arames, ou de mulheres cometendo o suicídio antes que morram pelo que o Estado está lhes impondo: uma morte lenta, que pode durar 9 meses de angústia e penúria.

Daqui a pouco seremos proibidas de votar. Depois de trabalhar. E aí então nos colocarão burkas e cintos de castidade, além de fazerem fogueiras para queimar algumas de nós em praça pública!

Mas se fosse o homem que engravidasse, o aborto seria como ir ao dentista tratar de uma cárie. Simples, rápido e com um bom anestésico.

E sabemos – por favor, que ninguém se faça de boçal e certinho agora – que na hora que um dos fatos acima narrados aconteça com uma filha ou irmã ou esposa de um dos que estão votando contra nós mulheres, eles farão na surdina, por debaixo dos panos, nos melhores hospitais do país pagando em “caixa 2” o melhor obstetra que existe.

O falso moralismo que reina nesta década me causa náuseas…

Espero que fique nisso e esta proposta NÃO passe no Senado!

FOLHA DE SÃO PAULO: COMISSÃO DA CÂMARA APROVA REGRAS MAIS DURAS PARA ABORTO NO PAÍS

FALA AÍ, HOMEM DE BEM!

Homem de bem bebe, dirije e MATA.

Homem de bem paga imposto e desce a mão na patroa.
O filho do homem de bem cresce nesse pique.
Mas se for bichinha, o homem de bem MATA ele também.

Afinal, homem de bem tá preocupado com o mundo.
Já que não estão fazendo nada, ele vai ter que fazer.

É um pouco por ele, claro, mas veja bem, é mais até por você.

Homem de bem chama o filho pra linchar a vizinha que sacrifica criança.
Depois, descobre que era boato, mas como ele ia saber?

Homem de bem não leva dedada do doutor.
Homem de bem é tão de bem que, pela honra, prefere morrer também.

Homem de bem, no fundo, mata igual a homem mau.
Mas é tudo pela família e pela moral.

Se for somar o extermínio que ele pratica,
Não tem PCC, CV, ADA ou milícia.
Não tem Rogério, Fernandinho ou Nem.
Deus nos proteja do bendito homem de bem.

Rafael Dragaud  –

 

E eu tenho vontade de vomitar por causa desse maldito homem de bem. Agora ele também decide o que é e o que não é arte. Até põe post avisando: “o primeiro que encontrar esse pedófilo enfia três tiros na fuça desse vagabundo”!

Porque o homem de bem quer proteger sua família criada sob os valores da mais pura TFP e dos desígnios de um deus qualquer. Incita matar e usa hashtag #PAZ.

Ele não é racista, mas nunca vi negro sentado a sua mesa.

Ele não tem preconceito porque até tem amigos gays!

Ele não tem nada contra favelados, oras, a moça que trabalha na casa dele é da favela, se ele tivesse grilo com isso, ela nem passava da portaria.

Até mesmo o porteiro é da favela!

É, homem de bem, hashtag PAZ, conquistou tudo com o próprio suor porque foi educado com valores!

Vai votar no Bolsonaro porque naquela época sim havia respeito. Não havia ditadura, havia organização. Ninguém morreu, ninguém sumiu, militar era honesto!

Homem de bem bota fogo na favela para construir condomínio.

Homem de bem é temente a deus.

É, homem de bem, tua hashtag não tá na PAZ!

TIRE O PRECONCEITO DO CAMINHO QUE A ARTE VAI PASSAR

ARTE é uma das grandes formas de gerar o pensamento crítico.
ARTE sempre foi polêmica, ARTE é polêmica.
ARTE nem sempre é para embelezar, mas uma FORMA DE EXPRESSÃO.
ARTE é para questionar.
ARTE é para agradar.
ARTE é para incomodar.
ARTE é diversidade.
ARTE é denúncia.
ARTE é opinião.
ARTE tem que ter liberdade de expressão.

Ninguém tem a obrigação de gostar da obra, mas temos que respeitar a ARTE.

Se quem pensa que ARTE são só quadros e esculturas bonitinhas, bucólicas e decorativas, então não entende nada de ARTE!

Para que todos tenham uma idéia, segue uma enorme lista de obras que foram polêmicas em sua época, e algumas ainda são:
A ‘MONALISA’ e ‘A ÚLTIMA CEIA’ de Leonardo da Vinci. ‘GUERNICA’ de Picasso, ’O JUÍZO FINAL’ de Michelangelo, ‘A MORTE DE MARAT’ de Jacques-Louis David, ‘A PERSISTÊNCIA DA MEMÓRIA’ de Salvador Dalí, ‘SATURNO DEVORANDO UM FILHO’ de Francisco de Goya, ‘O JARDIM DAS DELÍCIAS’ de Hieronymus Bosch, ‘MADAME X’ de John Singer Sargent, as obras de Bansky – que é um pseudônimo e tem sua identidade misteriosa por ser procurado pela Interpol, ‘A ORIGEM DO MUNDO’ de Gustave Courbet por ser uma vagina, ‘VIRGEM MARIA’ de Chris Ofili (Negra? Que horror!), ‘A CLÍNICA GROSS’ de Thomas Eakins, ‘O SONHO DA MULHER DO PESCADOR’ de Hokusai, ‘VÊNUS DE URBINO’ de Ticiano, ‘DAVI’ de Michelangelo e ‘PERSEU’ de Antonio Canova por terem o falo exposto, ‘LIBERDADE GUIANDO O POVO’ de Eugène Delacroix onde uma mulher com seios a mostra lidera o povo, que horror!, ‘O NASCIMENTO DE VÊNUS’ de Sandro Boticelli, ‘ANTROPOFAGIA’ de Tarsila do Amaral, ‘O BEIJO’ de Auguste Rodin (ó, eles estão nus!) e por aí vai!

Todos temos o direito de gostar da peça ou não, lembrando assim que música, teatro, literatura, cinema, fotografia, dança, entre outros, também é ARTE! Se um gosta de música brega e outro não, para um aquilo será arte, para o outro pode incomoda-lo terrivelmente. Basta lembrar de algumas músicas, especialmente do funk atual, que falam de sexo e drogas explicitamente! Para mim esse tipo de funk é baixaria, a ante-arte, ‘apologia’ ao consumo de drogas e desprezo à mulher. Para quem gosta, pode ser uma diversão ou uma forma de expressar e até mesmo denunciar as drogas e a banalização da sexualidade.

Nenhum de nós tem a obrigação de assistir ou participar de qualquer tipo de ARTE – exceto a música quando tocada estridentemente e não temos como evitar ouvi-la. E há lei contra o nível de decibéis, mas quem faz que se cumpra nesse país?

Mas para que as pessoas entendam como esta questão de proibir a ARTE é tão absurda, veja obras que Hitler proibiu:
Banhistas com uma tartaruga – Henri Matisse;
O bebedor de absinto – Pablo Picasso;
Autorretrato dedicado a Paul Gauguin – Vincent Van Gogh;
Os aleijados de guerra – Otto Dix;
La Belle Jardiniere – Max Ernst;
Autorretrato como um soldado – Ernst Ludwig Kirchner;
Nu reclinado – Gustav Klimt;

A conclusão a que chego é que proibir a exposição da arte é tão violento quanto obrigar as pessoas a que assistam sua exposição. É querer calar a liberdade. É censurar a expressão. É puro retrocesso.

Para mim pouco se difere do preconceito religioso, homossexual, racismo, casamento homoafetivo, etc..

Viva e deixe viver. Participe do que a você lhe agrada e não participe do que não lhe agrada. Mas assim como eu não posso lhe obrigar a comer espinafre ou escargot que tanto gosto, você não tem o direito de me dizer o que devo ou não ver, e se devo ou não gostar.

Sua casa pode ser extremamente cafona para mim, e linda para você. Suas roupas podem me parecer caretas e retrógradas já que sou tão original na minha forma de vestir. A própria arte que exerço, a joalheria, talvez lhe pareça rídicula em suas formas modernas e clean se você gostar da joalheria clássica. Mas em momento algum você tem o direito de desvalorizar o meu, ou eu de menosprezar o seu.

Autorretrato dedicado a Paul Gaugin – Vincent Van Gogh

A Clínica Gross – Thomas Eakins

Antropofagia – Tarsila do Amaral

O Beijo – Auguste Rodin

A Linerdade Guiando o Povo – Eugène Delacroix

AMA-ZÔNIA

Não tenho a pele de índio. Não tenho os cabelos de índio. Não sei tanto quanto gostaria da cultura dos índios. Mas mesmo de pele clara e olhos verdes, em mim há sangue indígena. É, sei que não parece muito, mas tem.

Nasci em Belém do Pará. Tenho muito orgulho disso, da minha terra, das iguarias, mitologias, a vida ribeirinha, as estórias das florestas. Meu nome tem Maués. Holandeses se apropriaram do nome do rio Maué no estado do Amazonas, da tribo Maué, os índios Maués. Também estamos misturados aos Tocantins, Acatauassú, entre tantos outros.

Sim, foram brancos europeus que por lá nos 1600 ali se instalaram. E ficaram.

Somos várias gerações que por mais sangue europeu que possamos ter, foi misturado ao sangue nativo, à cultura nativa, e nos orgulhamos muito de sermos de onde somos: AMAZÔNIA.

Nos orgulhamos de nossas lendas, de nossa arte primitiva, de nossa culinária única de origem nativa que por natureza é extremamente sofisticada, variada e delicada.

Nos orgulhamos do carimbó, do sirimbó e até do brega que é nativo e hoje é sucesso nacional através de ícones como Gaby Amaranto – confesso que não gosto do estilo brega, mas me orgulho do seu sucesso.

Nos orgulhamos dos nossos rios, dos grandes e dos pequenos, dos d’água morna aos gelados e transparentes igarapés.

Nos orgulhamos de nossa mata, de nossas frutas exóticas ao ver do mundo, das nossas gigantescas samaúmas, de ruas de mangueiras.

Nós, da Amazônia, temos prazer e orgulho de andar com roupas que digam “açaí”, que tenham imagens de nossos pontos turísticos, do Ver-o-Peso ao Teatro de Manaus. Com desenhos de nossos animais e nossa flora. Sabe, para a gente, isso não é coisa “para turista ver”! Essas coisas são nossas, fazem parte de nós e levamos com honra e prazer.

Nós fazemos tatuagens tribais nossas, próprias, da nossa estória. Erês, desenhos marajoaras, do xingu, arte rupestre. Temos orgulho de marcar nossa pele com nossos próprios símbolos.

Somos um povo alegre e que tem tanto orgulho do que somos e de onde somos, que recebemos os turistas dentro de nossas casas, para um café com bolinhos de tapioca, um almoço de pato no tucupi, ou que seja para tomar um açaí com camarão seco. Mas tenha certeza que vamos lhe servir com orgulho o que é nosso. E vamos fazer questão de lhe presentear com aquilo que notamos que mais gostou: bombons de cupuaçu ou castanhas do Pará, um frasco de cheiro do Pará, uma lembrança em cerâmica ou madeira ou de miriti.

Somos um povo que tem muito orgulho de nossa terra, de nossas origens, e adoramos compartilhar isso. Nós queremos nossa AMAZÔNIA, nossos índios, nossa arte e nossa cultura preservada para que muitos e por longos anos possam desfrutar dela com o mesmo prazer que nós desfrutamos. Nossa terra já foi muito abusada, roubada, extorquida de suas riquezas…

Por Amazônia, pela Amazônia, por nós, deixem a maior floresta do mundo seguir sendo assim. Tenham orgulho do que temos, ela também pertence ao país, você não precisa ser de lá para se sentir parte dela. E venham, curtam e desfrutem dela, mas não a destruam. Há Amazônia para todos nós… enquanto assim permaneça.

LORD CHEETOS’ ACTIONS

I really do not know what to say about everything the American President is doing right now.

Sometimes I think he is just crazy. Others, that he is doing all of this as a show off, to satisfy his ego and show how powerfull he is. I even thought he is doing all these crazy things so fast so he can be impeached and give the power to Pence (isn’t that even scarrier?)

But deep inside of me, I have an horrible feeling. And this feeling brings me memories of history. A history I did not live, but that I studied and I personally knew, and know, people who did live it.

I look at Lord Cheetos and I think about all the dictators this world had, but the one thay stays in my mind is the one that we are never supposed to forget: Adolf Hitler. And this is the scariest thought I can have.

But even if I am overreacting, we all have to be very aware about the international reaction to Cheetos’s actions. It took a lot of efforts for the Americans to recover a good image around the world. But it is taking Trump only a week to destroy it.

I really hope I am overreacting…

http://edition.cnn.com/2017/01/28/politics/donald-trump-travel-ban/index.html

https://www.theguardian.com/sport/2017/jan/29/sir-mo-farah-donald-trump-made-me-an-alien?CMP=fb_gu

http://www.thedailybeast.com/articles/2017/01/28/a-man-without-grace-meets-a-party-without-conscience.html?source=TDB&via=FB_Page

“Oh say does that star spangled banner yet wave,
For the land of the FREE, and the home of the brave.”

YOU’RE NOT EQUAL. I’M SORRY!

Women’s March, 2017. Philadelphia, PA

You Are Not Equal. I’m Sorry.

A post is making rounds on social media, in response to the Women’s March on Saturday, January 21, 2017. It starts with “I am not a “disgrace to women” because I don’t support the women’s march. I do not feel I am a “second class citizen” because I am a woman….”

This is my response to that post.

SAY THANK YOU  

Say thank you. Say thank you to the women who gave you a voice. Say thank you to the women who were arrested and imprisoned and beaten and gassed for you to have a voice. Say thank you to the women who refused to back down, to the women who fought tirelessly to give you a voice. Say thank you to the women who put their lives on hold, who –lucky for you — did not have “better things to do” than to march and protest and rally for your voice. So you don’t feel like a “second class citizen.” So you get to feel “equal.

Thank Susan B. Anthony and Alice Paul for your right to vote.

Thank Elizabeth Stanton for your right to work.

Thank Maud Wood Park for your prenatal care and your identity outside of your husband.

Thank Rose Schneiderman for your humane working conditions.

Thank Eleanor Roosevelt and Molly Dewson for your ability to work in politics and affect policy.

Thank Margaret Sanger for your legal birth control.

Thank Carol Downer for your reproductive healthcare rights.

Thank Margaret Fuller for your equal education.

Thank Ruth Bader Ginsburg, Shannon Turner, Gloria Steinem, Zelda Kingoff Nordlinger, Rosa Parks, Angela Davis, Malika Saada Saar, Wagatwe Wanjuki, Ida B. Wells, Malala Yousafzai. Thank your mother, your grandmother, your great-grandmother who did not have half of the rights you have now.

You can make your own choices, speak and be heard, vote, work, control your body, defend yourself, defend your family, because of the women who marched. You did nothing to earn those rights. You were born into those rights. You did nothing, but you reap the benefits of women, strong women, women who fought misogyny and pushed through patriarchy and fought for you. And you sit on your pedestal, a pedestal you are fortunate enough to have, and type. A keyboard warrior. A fighter for complacency. An acceptor of what you were given. A denier of facts. Wrapped up in your delusion of equality.

You are not equal. Even if you feel like you are. You still make less than a man for doing the same work. You make less as a CEO, as an athlete, as an actress, as a doctor. You make less in government, in the tech industry, in healthcare.

You still don’t have full rights over your own body. Men are still debating over your uterus. Over your prenatal care. Over your choices.

You still have to pay taxes for your basic sanitary needs.

You still have to carry mace when walking alone at night. You still have to prove to the court why you were drunk on the night you were raped. You still have to justify your behavior when a man forces himself on you.

You still don’t have paid (or even unpaid) maternity leave. You still have to go back to work while your body is broken. While you silently suffer from postpartum depression.

You still have to fight to breastfeed in public. You still have to prove to other women it’s your right to do so. You still offend others with your breasts.

You are still objectified. You are still catcalled. You are still sexualized. You are still told you’re too skinny or you’re too fat. You’re still told you’re too old or too young. You’re applauded when you “age gracefully.” You’re still told men age “better.” You’re still told to dress like a lady. You are still judged on your outfit instead of what’s in your head. What brand bag you have still matters more than your college degree.

You are still being abused by your husband, by your boyfriend. You’re still being murdered by your partners. Being beaten by your soulmate.

You are still worse off if you are a woman of color, a gay woman, a transgender woman. You are still harassed, belittled, dehumanized.

Your daughters are still told they are beautiful before they are told they are smart. Your daughters are still told to behave even though “boys will be boys.” Your daughters are still told boys pull hair or pinch them because they like them.

You are not equal. Your daughters are not equal. You are still systemically oppressed.

Estonia allows parents to take up to three years of leave, fully paid for the first 435 days. United States has no policy requiring maternity leave.

Singapore’s women feel safe walking alone at night. American women do not.

New Zealand’s women have the smallest gender gap in wages, at 5.6%. United States’ pay gap is 20%.

Iceland has the highest number of women CEOs, at 44%. United States is at 4.0%.

The United States ranks at 45 for women’s equality. Behind Rwanda, Cuba, Philippines, Jamaica.

But I get it. You don’t want to admit it. You don’t want to be a victim. You think feminism is a dirty word. You think it’s not classy to fight for equality. You hate the word pussy. Unless of course you use it to call a man who isn’t up to your standard of manhood. You know the type of man that “allows” “his” woman to do whatever she damn well pleases. I get it. You believe feminists are emotional, irrational, unreasonable. Why aren’t women just satisfied with their lives, right? You get what you get and you don’t get upset, right?

I get it. You want to feel empowered. You don’t want to believe you’re oppressed. Because that would mean you are indeed a “second-class citizen.” You don’t want to feel like one. I get it. But don’t worry. I will walk for you. I will walk for your daughter. And your daughter’s daughter. And maybe you will still believe the world did not change. You will believe you’ve always had the rights you have today. And that’s okay. Because women who actually care and support other women don’t care what you think about them. They care about their future and the future of the women who come after them.

Open your eyes. Open them wide. Because I’m here to tell you, along with millions of other women that you are not equal. Our equality is an illusion. A feel-good sleight of hand. A trick of the mind. I’m sorry to tell you, but you are not equal. And neither are your daughters.

But don’t worry. We will walk for you. We will fight for you. We will stand up for you. And one day you will actually be equal, instead of just feeling like you are.

~ Dina Leygerman, 2017

Source: https://medium.com/@dinachka82/about-your-poem-1f26a7585a6f#.no83zx2re

SAUDADES DESSE LUGAR

Bateu uma saudade desse cantinho especial e da energia de lá!

TERROR, NO MUNDO E EM CASA

#JeSuisParis… Pena que não é por sua beleza, por sua cultura, por sua arte, por sua culinária, por seu turismo, por sua história. O mundo chora pela França, assim como chorou pelos EUA em 2001, e por tantos outros países e povos por tanto tempo.france

Nas últimas décadas a maior desculpa é sempre o islamismo, mas há outras, infelizmente.

Talvez tenha gente que ache que eu não deva me preocupar tanto com o resto do mundo quando dentro do nosso próprio país morrem mais pessoas por dia que morriam durante a guerra no Iraque. Tragédias ambientais estão destruindo nossa própria terra.

Mas uma coisa não substitui ou desvalida a outra. Agora mesmo a pauta é o terrorismo, daqui a pouco entro no âmbito nacional.

Se fizermos uma breve pesquisa na Internet, vamos encontrar vários ataques terroristas só no ano de 2015 – só na França foram 5 ou 6 desde o começo do ano. Entre os que “mereceram” sair no noticiário internacional, encontrei 32 deles em poucos minutos, isso sem contar as decapitações e os fuzilamentos realizados pelo Estado Islâmico. Aqui tem um link para eles: ATENTADOS.

Aí voltamos para “casa” e vemos horrores por aqui. Uns sendo encarados já como comuns à vida dos brasileiros: descasos, roubos, assassinatos, tráfico, arrastões, impostos, corrupcão. Notícias que inundam nossos jornais diariamente e que se apertarmos muito as folhas deles, deve pingar sangue!

Politicamente o país está um caos. Financeiramente, uma tragédia. Jurídicamente nem se fala! E por causa de tudo isso, pela falta de seriedade de nossas autoridades, pela corrupção das instituições que deveriam proteger nosso país e a nós, seu povo, mais e mais tragédias acontecem.

Acredito que o maior problema é mesmo a corrupção e a ganância que levam que nosso país sofra. Desde o desmatamento ilegal e descontrolado da Amazônia, à contaminação dos rios e praias, Petrolão, escândalos políticos, enriquecimento e ostentação em geral. Olho grande, barriga pequena. Não foi sempre assim no Terceiro Mundo?

Agora mesmo Minas Gerais sofre o maior desastre ambiental de sua história. Não é o único, apenas é tão grande que não pode ser encoberto: o ddesastreesastre da barragem da empresa Samarco Mineração de propriedade da Vale e da BHP Billiton. A Samarco sempre foi uma empresa comprometida com seus funcionários e os terceirizados, com suas comunidades, com o meio ambiente. E de repente, vemos esta empresa que antes servia como exemplo de mineração feita com consciência, virar manchete por um desastre que leva a crer, infelizmente, que um crescimento muito grande em pouco tempo a levou a “despreocupar” com seu bem mais importante: funcionários, comunidades e meio-ambiente.

Sempre soube que esta empresa é séria e responsável e acredito que desta vez não tentará fugir de todas as suas responsabilidades nesta tragédia. Se não agir desta forma será a minha maior decepção com uma empresa privada que eu acredito conhecer profundamente.

Mas os anos passaram. A empresa quadruplicou. O que será que ainda mantém dos seus estatutos iniciais, dos seus primórdios?

E para completar, vem o governo tirar proveito da desgraça do seu próprio povo. Dilma NÃO visitou o epicentro desta tragédia, Mariana, MG. Mas sim Governador Valadares porque a prefeita é do PT. E bem sabemos que as multas e o dinheiro apreendido da empresa pelo governo não vai chegar a quem precisa, as vítimas.

Esperança? Ainda é uma palavra que faz parte do meu vocabulário em relação a este país e ao mundo, mas cada vez ela fica mais próxima da palavra decepção.