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“EX-ME AQUI” – Renato Delboni
Vocês conhecem o Renato? O Renato da loja “O Ovo”? Pois é, eu também não conhecia, mas lá pelo finzinho de fevereiro, comecinho de março, eu conheci o Renato da “O Ovo”.
Fui a uma loja quase ao lado da dele buscar um colarzinho com uma caveirinha que tinha visto uma aluna usar. As lojinhas nesse quarteirão do bairro Savassi, em BH (Rua Fernandes Tourinho com Av. Cristóvão Colombo), são meio alternativas. Lojas direcionadas a um público mais específico de clubbers, roqueiros. rastas, e simpatizantes. Eu, como não tenho tribo e meu estilo é definido apenas por mim mesma, além de muito eclético, adoro! Mas fazia tempo que não ia por ali, e ao me deparar a frente de uma loja toda amarela, com a vitrine cheia de objetos originais com design do jeitinho que eu gosto, misturando o Cult à tecnologia, não resisti e entrei!
Lá dentro estava Renato atrás do balcão, conversando com um amigo, Nélson (Nélson, se errei seu nome, me desculpe de todo coração!). Fui recebida por ambos com um sorriso e muita simpatia. Eu não tinha pressa, mas também não estava com todo o tempo do mundo. Mas o pouquinho que passei ali foi tempo suficiente para ter um papo gostoso, fuxicar as coisas que tem na loja, adorar absolutamente tudo, mas principalmente gostar daquelas pessoas. Fui embora com um saquinho de lixo para carro e a promessa, a mim mesma, de que voltaria.
Fiquei com um gosto bom! Fiquei com um sorriso no rosto. A partir daquele momento, meu dia ficou mais colorido – aquele amarelo me ganhou!
Coloquei a “O Ovo” no meu Facebook e só então descobri que aquele livro do qual gostei da capa era de autoria do próprio Renato. Voltei à loja, saí de lá com o livro nas mãos com uma dedicatória que era bem mais dirigida a um eu íntimo do que o agora poeta imaginava.
A partir daí fui conhecer o Renato Delboni, o poeta! Poeta mesmo, daqueles que dizem porque sim, porque tem o que dizer e porque querem dizer. Que brincam com as palavras fazendo com que elas riam e cortem. Já devorei o livro 3 vezes, algumas poesias nem sei quantas vezes li, reli, declamei, e quase ouvi! E ainda tenho muito o que ler, e ouvir, e re-ler.
Foi muito bom conhecer o Renato, mas melhor ainda foi conhecer o Poeta autor de “EX-ME AQUI”.
E Renato, ante teu olhar que penetra e o que o punho leva embora, fui despertada e não mais me distancio – quero o segundo livro!
E o livro? Não percam, não! Passem na “O Ovo” e comprem seu exemplar! Vale a pena! (Ou entrem em contato com o Renato no Facebook da “O Ovo” – link clicando na imagem)
CHICO BUARQUE
Tem quem diga que ele tem alma feminina. Há os que dizem que é um homem com uma poetisa dentro. Acho que ele é poeta e pronto. E como poeta encaixa as palavras nos momentos corretos, precisos, exatos…
Um dia achei que tinha encontrado um poeta… Como muito o que encontrei foi uma tentativa de trovador. Ou não, apenas uma lâmina fina de colocação correta de palavras das quais a própria caneta não sabia o significado, não entendia o sentido pois a mão que a sujeitava não alcançava nem conhecia os próprios vocábulos que repetia.
SAÚDE SIM, LOUCURA NÃO!
“Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração?
Uma coisa é saúde, outra é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu. Hoje, Deus é a auto imagem. Religião, é dieta. Fé, só na estética. Ritual é malhação. Amor é cafona. Sinceridade, é careta. Pudor, é ridículo. Sentimento, é bobagem. Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção. Roubar pode, envelhecer, não! Estria é caso de polícia. Celulite é falta de educação. Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso. A máxima moderna é uma só: pagando bem que mal tem?
A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem. Imagem, estética, medidas, beleza, Nada mais importa, a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa. Não importa o outro, o coletivo. Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política. Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada. OK, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar, correr, viver muito, ter uma aparência legal, mas… Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, e turbinados aos 20 anos não é natural. Não é, não pode ser. Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude. Que eu me acalme e que o amor sobreviva.
“Cuide bem do seu amor , seja ele quem for .”
- Herbert Vianna -
Gosto desse texto do Herbert Vianna. Gosto desta visão. Passei a ter uma vida mais saudável, e muitas vezes exijo mais estética de mim mesma. Finalmente estou aprendendo a deixar os estigmas de lado. Logo eu que acabei TENDO que fazer cirurgias plásticas por causa de um acidente de criança, e depois por causa da necessidade da dupla mastectomia.
Tive meu corpo mutilado por culpa de uma doença cruel. Ganhei peso por causa de medicação fortíssima e sofrimento, muito sofrimento físico e psicológico. Não só o câncer e a quimioterapia me maltrataram, mas muitas pessoas que estavam ao meu redor.
Tive que aprender a viver com uma nova eu. Com um corpo com diferentes necessidades e limitações. Tive que me adaptar a uma nova vida mais uma vez em outro país, em outra cidade, com outros recursos. Tive que recomeçar, renascer, reconhecer em mim uma nova pessoa, com tudo diferente e pouco do mesmo.
E ainda me falta muito. Mas aprendi a não calar quando quero dizer. A não engolir os sapos que não me pertençam. A passar adiante as coisas boas que recebi, e a jogar no lixo as ruins.
Agora estou aprendendo a buscar por uma nova estética, física e psicológica. Ainda é difícil deixar certos valores para trás, dar menor importância a certos sentimentos, e virar páginas como se não tivessem sido importantes. Mas daqui a pouco eu chego lá!
LITTLE RED HOOD
LANGUAGES LIFE!
New iPhone, new iPad, plus an “work only” Samsung Galaxy??
Trips and travels in and out of the frontiers?
That’s the game I like to play!!
AÇAÍ, HOW IT’S SUPPOSED TO BE!
Few years ago started an international fever with açaí. Juices, lotions, sorbets, shampoos, and many more! But what made me really amazed was the way the fruit has been mixed with sour berries. Açaí doesn’t mix well with sour or tart flavors. Not at all!
Açaí tastes like dirt, or a kind of flavor you can try to imagine from a mix of dirt and raw roots. Sounds weird, doesn’t it? But believe me, it tastes awesome!!
It’s a fruit from the North of Brazil, and economically very important for the population from the Amazon River watershed, specially the ones near Belém.
Every day lots of boats arrive before dawn loaded with big baskets of the fruit. Fresh and rape. They also bring other fruits like pupunha, cupuaçú, bacurí, jambos and, many more! Nowadays there’s açaí farms, but most of them are for the extraction of hearts of palm (the best one is from açaí palm tree and, probably the second best is from pupunha palm tree).
Anyway, in others Brazilian regions people doesn’t really know the tradition of the açaí and they mix a thin pulp with cornstarch to make it thick – how it is originally but water is added to make more profitable. And they serve the “cream” with guaraná syrup, bananas, granola, powder milk or strawberries. For us, people from the Amazon, this is a real blasphemy!
Açaí is supposed to be eaten/ drunk in its thick form, no water added. Then we add sugar and farinha de tapioca (similar to the tapioca known in the North hemisphere, but lighter and not really rounded, looks like a tiny popcorn). Tiny camarão seco (kind of shrimp-jerk), or salted pirarucú fish, or carne seca (Brazilian beef-jerk) is very welcome to the dish too.
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