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SAÚDE SIM, LOUCURA NÃO!
“Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração?
Uma coisa é saúde, outra é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu. Hoje, Deus é a auto imagem. Religião, é dieta. Fé, só na estética. Ritual é malhação. Amor é cafona. Sinceridade, é careta. Pudor, é ridículo. Sentimento, é bobagem. Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção. Roubar pode, envelhecer, não! Estria é caso de polícia. Celulite é falta de educação. Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso. A máxima moderna é uma só: pagando bem que mal tem?
A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem. Imagem, estética, medidas, beleza, Nada mais importa, a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa. Não importa o outro, o coletivo. Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política. Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada. OK, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar, correr, viver muito, ter uma aparência legal, mas… Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, e turbinados aos 20 anos não é natural. Não é, não pode ser. Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude. Que eu me acalme e que o amor sobreviva.
“Cuide bem do seu amor , seja ele quem for .”
- Herbert Vianna -
Gosto desse texto do Herbert Vianna. Gosto desta visão. Passei a ter uma vida mais saudável, e muitas vezes exijo mais estética de mim mesma. Finalmente estou aprendendo a deixar os estigmas de lado. Logo eu que acabei TENDO que fazer cirurgias plásticas por causa de um acidente de criança, e depois por causa da necessidade da dupla mastectomia.
Tive meu corpo mutilado por culpa de uma doença cruel. Ganhei peso por causa de medicação fortíssima e sofrimento, muito sofrimento físico e psicológico. Não só o câncer e a quimioterapia me maltrataram, mas muitas pessoas que estavam ao meu redor.
Tive que aprender a viver com uma nova eu. Com um corpo com diferentes necessidades e limitações. Tive que me adaptar a uma nova vida mais uma vez em outro país, em outra cidade, com outros recursos. Tive que recomeçar, renascer, reconhecer em mim uma nova pessoa, com tudo diferente e pouco do mesmo.
E ainda me falta muito. Mas aprendi a não calar quando quero dizer. A não engolir os sapos que não me pertençam. A passar adiante as coisas boas que recebi, e a jogar no lixo as ruins.
Agora estou aprendendo a buscar por uma nova estética, física e psicológica. Ainda é difícil deixar certos valores para trás, dar menor importância a certos sentimentos, e virar páginas como se não tivessem sido importantes. Mas daqui a pouco eu chego lá!
MELHOR SER BICHO
As atrocidades que nossa raça é capaz de fazer… Queria ser bicho, é mais nobre!
“Carlos Alexandre Azevedo cometeu suicídio dia 16/02/2013 depois de ter sobrevivido por vinte anos a tortura que sofreu aos 20 MESES DE VIDA por agentes do DEOPS.”
Esta matéria saiu em 2010 na Isto é Independente. E hoje veio a notícia de seu suicídio.
AÇAÍ, HOW IT’S SUPPOSED TO BE!
Few years ago started an international fever with açaí. Juices, lotions, sorbets, shampoos, and many more! But what made me really amazed was the way the fruit has been mixed with sour berries. Açaí doesn’t mix well with sour or tart flavors. Not at all!
Açaí tastes like dirt, or a kind of flavor you can try to imagine from a mix of dirt and raw roots. Sounds weird, doesn’t it? But believe me, it tastes awesome!!
It’s a fruit from the North of Brazil, and economically very important for the population from the Amazon River watershed, specially the ones near Belém.
Every day lots of boats arrive before dawn loaded with big baskets of the fruit. Fresh and rape. They also bring other fruits like pupunha, cupuaçú, bacurí, jambos and, many more! Nowadays there’s açaí farms, but most of them are for the extraction of hearts of palm (the best one is from açaí palm tree and, probably the second best is from pupunha palm tree).
Anyway, in others Brazilian regions people doesn’t really know the tradition of the açaí and they mix a thin pulp with cornstarch to make it thick – how it is originally but water is added to make more profitable. And they serve the “cream” with guaraná syrup, bananas, granola, powder milk or strawberries. For us, people from the Amazon, this is a real blasphemy!
Açaí is supposed to be eaten/ drunk in its thick form, no water added. Then we add sugar and farinha de tapioca (similar to the tapioca known in the North hemisphere, but lighter and not really rounded, looks like a tiny popcorn). Tiny camarão seco (kind of shrimp-jerk), or salted pirarucú fish, or carne seca (Brazilian beef-jerk) is very welcome to the dish too.
HISTÓRIA, NADA DE ESTÓRIAS!
“Enquanto não atravessarmos nossa própria solidão, continuaremos a nos buscar em outras metades… Para viver a dois, antes, é necessário ser um.” – Fernando Pessoa.
Sempre me foi difícil ter relacionamentos plenos pois sempre acreditei não necessitar um par para ser feliz. Os necessitei como companheiros em vários momentos, mas não para me constituir como pessoa, para ser plena. Eu não tenho outra metade posto que nasci inteira! Não sou laranja nem outra fruta! Escolhi compartilhar minha vida, e escolher é diferente de precisar.
Mas a recíproca não me pareceu igual. Assim nenhum dos lados puderam ser felizes depois que a paixão do princípio se acalmou. Acho que por isso não perdurou, não tinha como perdurar. Quando a necessidade de um par é tão diferente, a relação fica capenga. Isso acontece a toda e qualquer união social, seja casal, família, amigos, trabalho. Quando o objetivo e/ou as necessidades da união se diferem, a união não pode permanecer estabelecida.
E aí as diferenças ficam soberbas! E essa soberbia incomoda muito, transformando-se em verdadeira T.N.T.
As gracinhas viram ironias. As piadas, provocações. O nível social que dantes não era problema, passa a ser um despautério! A intelectualidade divergente que podia dar até um certo molho picante no início, passa a ser falta de inteligência cortante!! A variedade cultural de um lado vira snobismo à singularidade do outro.
Mas as experiências servem para o aprendizado e crescimento humano. E por mais que doa, transformar a dor é direito e evolução do ser humano. Intuito de alguns, conquistas de pouquíssimos já que para isso havemos de nos aprofundar mais e mais nessa dor, senti-la ainda mais forte. Aí então poderemos começar a destrinchá-la, entendê-la e tirar-lhe proveito.
Ou então simplesmente fechamos o livro, o ignoramos, repetimos tudo de novo, fracassamos uma e outra vez, e ficamos ali no mesmo lugar acreditando em uma evolução frágil e mascarada. E a vida passa. Pode até que a estória perdure, mas a evolução ficou estancada muito tempo atrás…
Para alguns, ou muitos, essa simplicidade (na falta da palavra simploriedade) pode ser suficiente, mas não para mim! Os simples resolvem a complexidade, os simplórios a evitam. Antes de alimentar minh’alma ou corpo, necessito alimentar meu cérebro. E cérebros se alimentam apenas de outros cérebros!
Uma vez alguém me disse que errar o mesmo erro uma e outra vez era como assistir o mesmo filme e a cada vez, esperar que o herói não morresse no final, esquecendo que tudo aquilo era apenas a re-apresentação do mesmo filme, apenas com um casting diferente.
Por isso não releio as mesmas estórias…
CONCLUSÃO DE FATOS?
A frase é de Freud, nenhuma novidade e muitos a conhecem. Mas sabe quando a gente finalmente começa a colher os frutos de uma longa e profunda transformação em nossa vida? E tomamos o conhecimento que esses frutos não são temporários, que são simplesmente parte do seu “eu”?
A transformação ocorre ao seu redor, na sua vida, feita por você e forçada pelos acontecimentos da vida, mas o que vem à tona mesmo, depois de você finalmente conseguir respirar sem esforço é a sua essência!
Pois é, essa frase de Freud me mostrou com tanta simplicidade a base de toda minha transformação, resgate de quem realmente sou e meus questionamentos! Aqui vai:
“QUANDO A DOR DE NÃO ESTAR VIVENDO FOR MAIOR QUE O MEDO DA MUDANÇA, A PESSOA MUDA.”
APRIL 3rd
Today is my mom’s birthday. I can’t believe is the first time in 11 years that we spend her birthday together!
I’m so happy I came back to Brazil and to the life I want and deserve. Surrounded by very nice friends and being able to make reality of a lot of my dreams. Working on what I want, on my own schedule, and becoming better and better each day, as a professional, and in my personal life too.
Happiness is this… Is simple, is smooth, is being able to be who I am, not worrying about how people will “see” me, or understand my actions. Happiness is to be in a cozy place with a few friends and have crazy philosophical conversations! Is to dream and go for it! Is the possibility to dance and fly free, without weights to anchor me.
Mom, thanks for making me have a wonderful and happy YOUR birthday!!
And let’s fly… And fly… And fly…
REDE DA LULU
Acabo de colocar um link novo aqui. É do blog REDE DA LULU.
Lulu é filha de uma amiga de infância. Ela tem 11 anos e é uma pessoinha extremamente valente e que tem muito para ensinar a muitos de nós.
Na verdade, Lulu é uma inspiração e foi muito importante na minha vida durante minha batalha contra o câncer – ela me ensinou tanto!
Dêem uma olhadinha nesse exemplo de menina!
CARTA AO LEITOR
Recebi um comentário (Calmaria???…Ghana – Comment) na postagem em que eu pedia doações urgentes a Ghana (CALMARIA???…GHANA!). Pensei em apagar o comentário por ter um tom agressivo, mas achei que seria mais interessante colocá-lo no ar e dar minha resposta publicamente.
Não, não quero agredir à leitora, nem ofender ninguém. Mas tenho o direito à réplica, principalmente porque este espaço é meu, é onde eu posso me expressar livremente!
“Muita calma nessa hora, minha amiga, Sinara! Você não sabe quem sou, o que faço nem muito menos o meu caráter, o qual já julgou!
Sei muito bem que as enchentes do RJ, SP, MG (onde moro atualmente), as que houveram no Sul do Brasil, assim como a seca que agora avassala o mesmo Sul, e as enchentes que destruíram muitas cidades do NE, foram terríveis. Mas você sabe se eu, minha família ou meus amigos (os leitores do meu blog) ajudaram ou ajudam aqui no Brasil, ou a estas mesmas tragédias? Você ajudou nas enchentes as quais se refere?
Você alguma vez se meteu no interior do Brasil, pros lados de Mato Grosso, Amazônia, Maranhão, e foi ajudar a curar feridas, vacinar crianças, educar ou ficou um tempo na Ilha do Marajó para dar assistência e educação sanitária e até mesmo realizar um parto? Já entrou em alguma favela no Rio de Janeiro, ou de outra cidade do Brasil, para prestar socorro a pessoas que você nem conhecia? Já foi numa favela em Belo Horizonte buscar um paciente de AIDS que estava morrendo e o levou para o hospital e pagou a conta do seu próprio bolso sem nem conhecer este paciente?
Você foi ou é voluntária ou faz doações para entidades de ajuda a órfãos aqui no Brasil? Ou de algum grupo de apoio a pacientes de AIDS? Ou de câncer? Você criou alguma ONG para dar apoio pessoal a pacientes de doenças crônicas ou mortais? Você já construiu casas para empregados seus ou da sua família, deu apoio em saúde e em educação ao ponto que hoje os filhos desses empregados estão cursando ou formados em universidades como UFMG ou UFPA?
Você já participou ativamente de alguma causa política como Diretas Já, Artists Against Apartheid, Cruz Roja Española + Serbia y Croacia recebendo feridos de guerra e não apenas ajuda hospitalar, mas até mesmo hospedando exilados em sua própria casa? Já foi membro ativo de algum grupo de ajuda a AIDS como VHIVER ou Gapa, ou Sociedade Cazuza? Membro do conselho de alguma ONG de ajuda ao combate do câncer de mama como a SOS-Sacramento, California, ou ao Hospital Mário Pena de Belo Horizonte ou à internacional Susan G. Komen for The Cure? Doou horas de seu trabalho e reuniu material para os Médicos Sem Fronteira? Enteve dentro de um helicóptero com uma criança de 7 anos morrendo nos seus braços porque não dava tempo para chegar até o hospital? Segurou a mão de alguém que vocIe não conhecia na hora da sua morte para dar-lhe conforto? Levou para morar em sua própria casa alguma pessoa que tenha sofrido algúm tipo de violência?
E tirar cachorro sarnento, cheio de berne e pulga, cuidar do animal, pagar o veterinário do seu próprio bolso e buscar uma boa família para o animal viver? Ou levar um simples pombo ferido para casa para tratá-lo? Ajudar em campanhas ou doações a grupos como Greenpeace ou o projeto 100% brasileiro TAMAR?
Ou menos ainda, anda com dinheiro separado na sua bolsa caso alguém lhe peça que compre um prato de comida ou um remédio, ou fraldas para seu bebê? Doa sangue mensalmente? Dá aula de qualquer coisa gratuitamente em alguma comunidade carente? Já deu aulas gratuitas para ensinar imigrantes carentes a aprender o idioma local e as leis para poder ajudá-los na busca de emprego?
Tudo isso que escrevi acima ou eu mesma faço/fiz, ou alguém da minha família faz/fez. Fui educada para compartilhar, dividir e ajudar os demais. Assim foram meus avós, são meus pais, meus tios, meus irmãos, e hoje meus sobrinhos.
GGYN (http://www.ggyn.org) é uma entidade seríssima a qual minha família ajuda há muito tempo. Foi criada por meu amigo e sobrinho do coração, Mollishmael Kwame Gabah, e está localizada em uma dos bairros mais pobres de Accra, Kissehman. E a enchente a qual me refiro no meu post, destruiu casas e a pequena escola onde Mollishmael e voluntários educam e alimentam crianças deste bairro. Nesta época, meu sobrinho Fernando de 19 anos era voluntário na GGYN, e quase morreu sendo levado pela enchente. Este menino, criado numa região caríssima da California, trabalhou durante anos, desde os 16, para reunir dinheiro para poder ir para Ghana, levando material escolar e roupas. Trancou a faculdade pública que cursa e foi passar 3 meses ajudando essas crianças que talvez sejam invisíveis a tantos olhos.
Não, Sinara, eu não falo da boca para fora. Eu não estou sem embasamento. Eu não repassei algo sem conhecimento de causa. Você mesma pode checar o vídeo abaixo.
Obrigada por ler o meu blog!”
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