NOSSO TERROR

A pandemia está rolando há quase dois anos. Empresas faliram, pessoas perderam seus empregos, a população morando nas ruas aumentou, a fome cresceu, a violência descontrolou.
A depressão cresceu, o número de suicídios aumentou consideravelmente, assim como o número de infartos e AVCs.
E apesar da pandemia, as tragédias do mundo não pararam. Incêndios devastadores arrasam florestas e cidades inteiras, furacões, terremotos, enchentes, secas – muito disso como consequência do que NÓS fizemos ao nosso planeta.
Para colocar a cereja (estragada) em cima do bolo (podre), o Talibã retoma o controle do Afeganistão porque as autoridades afgãs que deveriam ter estado lá para reconstruir o país, foram indo embora nestes últimos 20 anos e deixaram o país ao léu com exércitos estrangeiros tentando segurar a onda, arriscando suas vidas por algo que nem lhes dizia respeito.
As cenas do povo tentando fugir do Afeganistão, um homem caindo do trem de aterrisagem de um avião que decolava, um avião de carga lotado de pessoas que conseguiram fugir para um destino incerto, deixando tudo e todos para trás, foi um soco em nossos estômagos e um chute nas nossas caras!
Mas precisamos ver estas cenas brutais para conseguir olhar ao nosso redor. Nos dar conta que o apartamento daquele vizinho está vazio à venda, a mercearia com placa de “Aluga-se!”, e tem mais lojas fechadas que abertas, mais pessoas transitando pedindo ajuda do que indo e vindo do trabalho.
Por favor, NÃO VISTAM CARAPUÇAS, o texto é generalizado mesmo, e não diz respeito só ao Brasil, mas ao mundo.
Mundo louco que vivemos e que só podemos culpar a nós mesmos por tudo o que está acontecendo.
Quando vamos aprender a olhar para os outros? Quando vamos entender que não podemos viver sós e muito menos sem os “invisíveis”? Quando vamos entender que não é competição mas sim empatia o que precisamos?

Doze palavras mais tristes em nossa língua:
Solidão
Infelicidade
Sofrimento
Morte
Saudade
Abandono
Guerra
Miséria
Decepção
Desespero

Fome
Angustia