POESIA

Ouvi em um filme belíssimo (O dia que meus pais saíram de férias) a seguinte frase: “Eu queria ser negro e voador”. Fora ou dentro do contexto do filme, a frase é linda. Mas eu, apesar que sempre quis ter a capacidade de voar, o que queria mesmo era ser poeta.

Mas não queria ser um poeta que usa palavras rebuscadas para se mostrar culto. Ou os que se utilizam de métricas e quadrantes para dar ritmo. E muito menos aqueles que tem que rimar tudo.

Eu não. Eu queria ser um poeta daqueles que fazem a poesia fluir por si própria. Que é gostosa de ler. Aqueles poetas de voz calma, mansa, relaxante que nos remete a nostalgias e deixa um sorriso discreto no rosto. Sabe aquele sorriso quase imperceptível porque estamos sorrindo com nosso pensamento?

E aí fechamos o livro com cuidado, acariciamos a capa e o abraçamos contra o peito enquanto saímos andando com passos felizes.

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