Archive for Quarentena

DE DOR E RAIVA

“I CAN’T BREATHE!”

Que me bloqueiem em suas redes sociais. Que me bloqueiem as redes sociais. Que me cancelem! Só não me peçam para que me cale porque tem muitos gritos sufocados e atravessados em minha garganta.

“I CAN’T BREATHE!”

Uma menina de NOVE anos conseguiu sair do CTI depois de 2 semanas INTUBADA e está vencendo a COVID, com sequelas. Um bebê de pouco mais de 1 ano morreu sufocado porque não havia CTI pediátrica em sua cidade. Uns tantos morreram na PORTA dos hospitais esperando leitos. Muitos porque faltou oxigênio e lhes chegou cloroquina!

Uma mãe. Um amigo. Um avô. Um padrinho. Uma sobrinha. Um pai. Um primo. Um filho. Uma filha. Outro… Mais um… Outra mais…

“I CAN’T BREATHE!”

Ontem a morte do comediante Paulo Gustavo simbolizou muito mais do que a morte injusta de um ator famoso e jovem, e que tanto bem fez levando humor e alegria a tantos.

Ontem a morte de Paulo Gustavo foi um soco no estômago do país inteiro, nos deu dor, nos fez chorar por ele e por nós mesmo, em catarse de tanto sofrimento acumulado e de RAIVA.

“I CAN’T BREATHE!”

No mesmo dia em que ouvimos em CPI, da boca do ex-Ministro de Saúde Luiz Henrique Mandetta, as atrocidades cometidas neste país – ao ponto de um decreto presidencial enviado à ANVISA para incluir os falsos, mentirosos e perigosos, “benefícios” no tratamento à COVID na bula da cloroquina!

E nos vemos com as mãos atadas, amarradas, algemadas, reféns, implorando por clemência, por vacina!

“I CAN’T BREATHE!”

Me assombra a presidência e todos que estão no poder que riem, se esbaldam e dançam em cima dos mais de 400.000 caixões dos brasileiros que morreram sem a mínima chance de sobreviver, como se num paredão de fuzilamento.

Me estarrecem os empresários que se aproveitam de uma tragédia mundial para lucrar aumentando o preço de itens básicos à sobrevivência humana.

Me assustam os que buscam desculpas para os atos deste governo e tentam justificar cada um deles.

Me enojam as igrejas que seguem cobrando seus dízimos enquanto seus fiéis estão morrendo de doença ou de fome como consequência dessa pandemia. Logo eles que tinham que estar estendendo as mãos para os mais desafortunados!

“I CAN’T BREATHE!”

Meus gritos ficam presos na garganta e minhas lágrimas me sufocam, são mais de QUATROCENTOS E ONZE MIL MORTOS e milhões de famílias órfãs, sofrendo, enlutadas, tantos desesperados!

Eu estou enlutada por você, por eles, por mim.

Paulo Gustavo não merecia jamais tanto sofrimento assim como cada uma das mais de QUATROCENTOS E ONZE MIL vítimas desta doença agravada pelo descaso, ignorância, egocentrismo, ganância, egoísmo e MALDADE da raça humana.

Que dia 4 DE MAIO DE 2021 seja um marco do soco que nos deixa sem ar. Que sirva para que possamos agir contra a escória humana que permitiu e segue permitindo que tudo isso se agrave.

4 DE MAIO DE 2021 – o dia que o soco realmente nos sufocou…

“I CAN’T BREATHE!”

NÃO NOS CALEMOS…

(Desculpem, não sei quem é o autor da foto. Encontrei na Web sem nenhum dado, infelizmente!)

PENSAMIENTOS INCOERENTES

Hay veces que tu cuerpo te traiciona. Te dá los desafios más grandes y absurdos que jamás creías te lo ibas a pasar. Y sigue por años, a veces para siempre, enseñándote que tú no mandas en él por más que creas tener el control.

¡Es TU cuerpo! El que naciste y creciste, y en el que ya vives por años y que crees conocerlo mejor que nadie.

¡Cuánto te equivocas!

Tu cuerpo es un mundo propio en que lleva un cerebro en el topo que te hace creer ser el dueño de todo. ¡No eres el dueño ni de tu cerebro! A veces creo que este, con tus otros órganos, y la piel, y la sangre, y las venas y arterias, y nervios, se van de marcha, a tomarse unas copas, solo para poder hablar de ti. Se ríen de nosotros tomándonos el pelo.

Pero insistimos en querer dominarlo. Muchas veces, él se lo deja. Nos dá un poquito de control para que podamos descansar y nos enorgullecer de lo que hacemos por nosotros mismos.

Y hacemos deportes, mucho o moderadamente. Comemos lo que debemos para estarmos sanos, saludables. Unas veces nos escapamos a las reglas… Bueno, hay que tener unos pequeños placeres, ¿no?

Hasta que todo se cae… Como un castillo de cartas, te caes. La caída puede ser grande o pequeña, no importa, es tu caída. Puedes caer por una pierna rota, o por un AVC. Un mal de tripas o un cáncer. Y te lo puedes llevar de muchas maneras. Con gracia, con inmadurez, con fuerzas, con pánico. Puedes ignorar hasta el punto en que no haya nada más que hacer. Puedes acabar con todo antes que lo acabe contigo.

Pero siempre crees que vas a tener algún control. ¡Qué tontito! Recuerda que ni tu cerebro lo controlas, ¿no? Él te tira los pensamientos como al aire, se los controla, se los crea. Y tú te peleas con ellos todo el tiempo: ¡Voy a ser fuerte! ¡No aguento más! ¡Soy un guerrero, valiente! ¡Me faltan fuerzas!

Y así vas como un pelotilla de ping-pong, de una lado al otro, de un lado al otro, una y otra vez.

Entonces llegas a un momento en que empiezas a intentar escuchar a lo que tu cuerpo te dice, te enseña. Es como hacer las paces con el enemigo que ni sabías que tenías. Y todo se hace más calmo, parece que hay un trabajo en grupo en el que tú, finalmente, tienes voz.

Pero no te iludas. Tienes voz mientras él deja que tengas. 

Y es entonces que tú empiezas a ser. Sí, eso, ser, existir, estar, vivir. Cuando entiendes que hay cosas que no tienes control y está bien. Cuando sabes que lo que importa es ahora, hoy, y está bien. Cuando tus sueños se hacen más simples, más personales, menos a lo grande, y está bien. 

No tengo ni idea de lo que mi cuerpo me va a traer en el futuro. Vivo con las cicatrizes, muchas, literales, físicas, y también las psicológicas de todo lo que mi cuerpo me hizo pasar. Cada una de ellas cuenta una historia. En algunas hay música. Otras, no me gusta verlas. Unas no me recuerdo, otras todavía pican mismo después de tantos años. Otras me duelen, algunas ni hay sensación. ¡Algunas son llenas de colores!

Pero cada día es un día, y hoy, con dolor o no, rascándome la piel o teniendo sensaciones “fantasmas”, yo escojo sonreír. Como casi todos los días de mi vida. 

Pero, ¡ojo! Jamás dejo mis lágrimas presas, ni en días buenos o malos, lágrimas de emoción o de miedo. Ellas son cómo el agua que me limpia los dolores y malos recuerdos por dentro. Y tienen que salir de dentro de mí, pues si no salen, más mal me voy, yo misma, a hacer y nunca conseguir reunirme en aquél bar a tomarme unas copas con mis órganos, sangre, piel, y pensamientos. Incoerentes, pero míos.

¡Todavía soy mi color en el medio de la tormenta!

UMA VERDADEIRA FLORESTA

Coisas que passei a fazer na quarentena que não estava fazendo (além de cozinhar, arrumar, lavar, organizar, etc.) foi catar feijão e cuidar das plantas.

Sobre catar feijão, fica para um próximo post!

Bom, temos uma varanda grande que tinha virado um jardim. Neusa que cuidava, e ela mesma sabia que já precisava de uma “limpeza” nos vasos. Mas veio a pandemia e preferimos que ela ficasse em quarentena em casa já que aqui somos grupo de risco e ela também é!

Enfim, com a ajuda da cuidadora do papai, fizemos essa geral na varanda. Replantamos várias plantas, “descarregamos” vasos onde as plantas estavam já sufocadas. Nos desfizemos de umas mudas. Plantamos novos vasos.

E não é que meu dedo verde voltou?

Desde minha pós-químio eu não tratava de plantas. Agora, por necessidade, tive que cuidar delas se não virava uma floresta ou morreriam todas.

As orquídeas todas replantadas estão florindo! As suculentas mais fortes! Meu vaso de copo de leite virou dois e estão dando vários brotinhos!

Mas o mais divertido de tudo é ver brotar os girassóis e outras semente que jogamos em  alguns vasos quando trocamos a comida do Quitu, nosso periquitinho.

E por ótimas lembranças da minha adolescência (@flaviaguayer), decidi ir jogando umas sementes de tangerina/mexerica Pocã no vaso da árvore da felicidade – que por sinal está enorme, ou seja, felicidade não nos faltará!

E nada de brotar. Meses e meses, e nada.

Aí quando afofei terra, renovei os vasos, deixei as velhas sementes onde estavam.

Bom, agora sou quase uma nano-produtora de tangerina/mexericas: tenho 16 mudinhas em um vaso e mais duas junto com a novíssima espada de São Jorge que tenho no quarto.

E aí está minha floresta de tangerina/mexericas, ansiosa para que cresçam um tico mais para que possam ser replantadas para seus próprios vasos! 

Agora tem sementes de tangerina/mexerica Rio. Difíceis de descascar mas muito mais suculentas!

Se preparem! Daqui a pouco planto macieiras e daí já pulo para as jaqueiras! Ahá!

Agora tem sementes de tangerina/mexerica Rio. Difíceis de descascar mas muito mais suculentas!